“Toda Escritura é dada por inspiração divina” (1 Tim 3.16).
Ao revelar sua vontade aos homens por meio da palavra, Deus não tornou desnecessária a constante presença e a direção do Espírito Santo. Ao contrário, o Espírito foi enviado por Ele para aclarar a Palavra, e para que fossemos iluminados a aplicar os seus ensinos. A vinda do Espírito prova que Cristo completou gloriosamente a sua obra redentora, o Espírito continua e aperfeiçoa a obra de salvação que Cristo iniciou. Ele assim o faz como o braço de Cristo, e nos abraça, como Cristo nos abraçou na cruz entregando-se por nós, por amor a nós.
Jesus Cristo prometeu a seus discípulos: “Quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade e vos anunciará o que há de vir.” (João 16:13).
A vinda do Espírito, veio como um som de um vento impetuoso, línguas como fogo pairavam sobre os fiéis, e novos poderes a serem comunicados em línguas estranhas lhes foram dados… Como também nos fora dado quando em comunhão com Espírito estamos e vivemos…
A Palavra de Deus só, sem a iluminação do Espírito Santo e separada da ação poderosa deste, será como apenas palavras. No entanto, o Espírito não apenas dá a Palavra, mas também abre mentes e corações às suas verdades. Deus dá à sua Igreja o “espírito de sabedoria e revelação no seu conhecimento: tendo sido iluminados os olhos do vosso entendimento” (Ef 1.11-18). Assim a palavra do Senhor é arraigada em nosso coração, e não voa ao primeiro vento.
O apóstolo Paulo exortava aos coríntios, que a letra, sem o Espírito, é morta, e chama a sua pregação “ministério do Espírito” (2 Co 3.8), dando com isso a entender que o Espírito de Deus está de tal maneira unido e ligado à sua verdade, manifestada por Ele nas Escrituras, mostrando seu poder, quando se dá à Palavra a reverência e a dignidade que se lhe deve. E exorta ainda que ao exercere seu ministério o faça com ousadia ao falar, ousadia essa dada pelo espírito que habitava neles. Assim devemos exercer nosso ministério com ousadia, deixando o Espírito operar através de nós
“Orarei com o Espírito, mas também orarei com a mente; cantarei com o Espírito, mas também cantarei com a mente” (1 Cor 14.15).
O Senhor juntou e uniu entre si, como um nó, a certeza do Espírito e de sua Palavra para fazer-nos contemplar nela a presença divina. Tudo o que nos diz o Espírito emana do próprio Deus. O Senhor nos enviou o Espírito Santo para nos ensinar, lembrar e para glorificar a Cristo
“Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar tudo o que vos tenho dito” (Jo. 14:26).
O Espírito Santo nos marca verdadeiramente como pertencentes a Deus, distingue o justo do ímpio, o salvo do perdido, o fiel do infiel, e o que é genuíno do que é fraudulento. Essa marca e distinção é a garantia e o penhor da salvação, como também a perene habitação do Espírito de Deus como companhia consoladora que nos garantiu Jesus quando fora para o Pai.
“Ide portanto e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28.19-20).
A Palavra, inspirada por Deus, diz que nos últimos dias da história deste mundo, haverá nova manifestação extremamente poderosa da presença do Espírito Santo.
O Espírito Santo esquadrinhou a mente de Deus e revelou por meio dos apóstolos e dos profetas tudo o que precisávamos saber sobre o maravilhoso projeto de redenção de Deus. Por meio do que foi revelado, podemos ser salvos tanto agora quanto para sempre.
Temos sido iluminados pelo Espírito Santo de Deus, não apaguemos essa luz por causa da nossa ingratidão. Portanto, nós devemos nos guardar da indiferença, pela qual a luz de Deus é sufocada em nós
Precisamos da presença divinal, que o Senhor derrame seu orvalho espiritual sobre nós, transforme o nosso deserto num jardim florido com águas vivas e que sejamos como um pomar que dê numerosos e preciosos frutos, através da operação do Espírito Santo em nós.
Denyse Bittencourt / Ana Lopes
